Sobre a lei anti-fumo - Que vale para bares, restaurantes, cinemas, lojas, escirtórios, shopping centers, lanchonetes, boates e...
Inclusive, em teatros...
Radicado em Nova York, o ex-fumante acha a lei "ótima". "O cigarro é uma merda, não dá barato, só traz câncer e miséria. As pessoas têm que parar de ver seus ídolos fumando", diz Thomas. Para ele, não é só questão de saúde. "É uma besteira esse teatrinho realista, que precisa de uma mesa, de uma cadeira, de um cigarro. O artista tem que transcender isso tudo."
Aquele tipo de sujeito com um tipo de vida igual a todos, o pacato, o certinho, de costumes e comportamento de acordo com a sociedade em que vive será apenas um medíocre. Nunca um gênio.
Por isso Jackson foi ponto fora da curva.
Cantando, era extremamente talentoso. Dançando, parecia o Gene Kelly. Nos clipes, transformou-se em mito.
Foi talvez o maior artista pop do século XX. Ponto.
E não me venham com esse papo chato de vida pessoal, de escândalos, de síndrome de Peter Pan, do cara ficar branco, etc, ...
Esses assuntos de revista de fofoca não me interessam. Sei muito bem separar as coisas...
O que interesse é que, no palco, o sujeito era um "monstro"...
Era impossível mover os olhos para o lado quando ele começava a dar aqueles passos fantásticos.
E os discos?
"Thriller" foi, é e será um dos maiores álbuns de todos os tempos.
Lembro muito bem quando, lá no início de 1983, eu consegui comprar o disco. Para ouvir "Billie Jean" a tarde inteira.
Outra lembrança que fica é a de 15 de outubro de 1993, quando estive no Morumbi para ver o primeiro de seus dois concertos em terras tupiniquins. Como esquecer os primeiros acordes de "Jam" e a repentina aparição do astro no palco?
Michael Jackson fez parte de minha infância. Da minha fase de crescimento. De minha fase adulta.
E é isso o que vale. É isso que fica para a história.
Pode-se gostar ou não da música dele.
Mas ele foi um desses raros seres que indiscutivelmente marcaram a vida de uma geração que viveu intensamente os anos 80 e 90.
Feliz Aniversário, Colorado das glórias, orgulho do Brasil!
O primeiro grande time que vi em ação foi o Internacional. Em 1974, eu tinha apenas 9 anos. E lembro do meu pai, o velho e saudoso Carmona, pegar ônibus, barca e outro ônibus para ver Vasco x Internacional pelo quadrangular final do Campeonato Brasileiro. No Maracanã, 118.910 torcedores. Se vencesse, o time do garoto Roberto Dinamite seria campeão. E quase acontece naquela tarde de domingo. O Vasco fez 2 a 0, com Roberto e Zanata. A torcida já gritava e comemorava o título. Até que, no fim do segundo tempo, Lula e Escurinho marcaram. O Inter adiou a primeira festa nacional do Vasco, algo que seria confirmado três dias depois, na final contra o Cruzeiro.
Naquela época, os jogos no Rio começavam às 17 horas. Meu pai chegou em casa depois das 21h. Magro, suado, cansado. Não tinha carro. Para um comerciante, que vivia de pé no balcão da loja, ir ao Maracanã era um esforço raro. Primeiro, Seu Carmona me pediu desculpa por não ter me levado. Depois, justificou o resultado. “É difícil ganhar do Internacional. O time deles é especial. Eles deveriam ser os campeões”.
Jamais esqueci daquele dia. E, desde então, como algo que se passa de pai para filho e nunca se apaga, passei a respeitar e até ter medo do Internacional. No ano seguinte, aquele time de 1974, ainda mais forte e quase pronto, ganhava o primeiro título brasileiro. Não sei porque eu vi a final daquele ano na casa do meu Tio Franco, ainda vivo. Eu, ele e meus dois primeiros, Rogério e Ricardo. Já tinha 10 anos. E lembro do locutor de tv, que não me lembro quem era, se esgolear com as defesas de Manga, algo inacreditável naquele dia, e com o gol da vitória, marcado de cabeça por Dom Elias Figueroa. Placar final: Internacional 1 x 0 Cruzeiro.
No ano seguinte, o bicampeonato. Desta vez vi ao lado do meu avô, Lourenço, a final contra o Corinthians. E mais uma vitória da tal camisa vermelha: 2 a 0, gols de Valdomiro e Dario. Tinha mesmo que respeitar aquele time, como dizia meu pai. Lembro que os albuns dos anos 70, no momento mágico do Colorado, tinham as figurinhas dos jogadores do Internacional como as mais difícieis. Ter um Falcão, um Carpegiani, um Manga ou um Valdomiro de papel valia várias figurinhas em troca. Aqueles de camisa vermelha eram especiais, pensávamos, na calçada da casa onde até hoje mora minha mãe, no Fonseca, em Niterói.
E tome Inter! Em 1979, uma surra no Vasco na final do Campeonato Brasileiro, bem na antevéspera de Natal: dia 23 de dezembro. Meu avô viu o jogo e, no fim, revoltado com a derrota de 2 a 1 para o Inter (Jair e Falcão), usou a velha e manjada frase do torcedor. “Para que treinam a semana toda? Não conseguem acertar um cruzamento!”.
Nem respondi. Ainda não tinha muitos argumentos, aos 14 anos. Hoje está claro que não era o Vasco o ruim. O Inter é que era muito bom. E fui respeitando aquele time. Já jornalista, vi a conquista da primeira Copa do Brasil, em 1992. Testemunhei a belíssima final da Taça Libertadores contra o São Paulo, em 2006. Dois jogaços. Inter campeão da América. Seis meses depois, o título mundial diante do Barcelona. Naquele dia, e na semana seguinte, o gol de Adriano Gabiru me trouxe uma novidade após 22 anos acompanhando futebol. Nunca vi tanta gente na rua para comemorar a vitória de um clube. A torcida do Internacional deu um show de amor, paixão e participação. Foi tão bárbaro quanto a manifestação de hoje, quando 20 mil colorados foram às ruas de Porto Alegre festejar o centenário.
O Inter ganhou 38 estaduais. Ganhou o Brasil, a América e o Mundo.
Ganhou meu respeito, desde aquela tarde de 1974.
Parabéns, Internacional.
Do blog do jornalista Lédio Carmona, da Globo.com
E que venham mais 1000 anos tão intensos quanto os primeiros cem.